Conferencistas Estaduais da Saúde protestam contra terceirização e lotam Assembleia Legislativa

Delegados e delegadas da 8ª Conferência Estadual de Saúde, realizada em Campo Grande (MS), marcharam do Palácio Popular da Cultura, até a Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, na manhã desta quinta-feira (17).

O objetivo do grupo, que reuniu mais de trezentas (300) pessoas, representantes de mais de 75 municípios do estado, foi protestar contra propostas de privatização do SUS, que estão sendo aplicadas pelo Governo Reinaldo Azambuja, além de fazer a defesa do Sistema Único de Saúde, público e de qualidade.

 “A Caravana da Saúde Passa e o povo continua sem atendimento”, “(OS) Organização Social é Desorganização do SUS”, “PCC´S Já” “Hospital Regional de Três Lagoas já”, foram algumas das intervenções encontradas em faixas e cartazes, que marcaram o protesto dos conferencistas.

Ricardo Bueno, dirigente do SINTSS-MS e Presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), fez uma fala na Assembleia Legislativa representando o grupo que caminhou no parque dos poderes, entoando o grito de guerra, “A nossa luta é todo o dia, Saúde não é mercadoria”.

Na tribuna da AL, Bueno fez duras críticas à Lei 2.261/200, conhecida como Lei do Rateio, que retira recursos da saúde, segundo ele, esta opção acaba, “deixando clara a omissão por parte do estado, facilitando assim o discurso de sistema falido da saúde. O que nos causa estranheza é que este sistema dito falido, hoje vem sendo desmontado a interesse não sabemos de quem”, disse.

A crítica apresentada pelo Presidente da CES, diz respeito aos atuais serviços existentes conquistados pelo povo brasileiro com muita luta na área da saúde, que podem estar sendo ameaçados, segundo a visão dos manifestantes.

Durante sua fala, Bueno requereu que, dos cinco (5) aparelhos de combate ao câncer, (aceleradores nucleares) prometidos pelo Ministério da Saúde, após o escanda-lo da Máfia do Câncer vir à tona, com a Operação Sangue Frio da Polícia Federal, que três (3) deles devem ser encaminhados à hospitais 100% públicos, conforme deliberação do Conselho Estadual de Saúde.

Os manifestantes e seu orador reforçaram durante o protesto na Assembleia Legislativa, que as OS (Organizações Sociais) projeto lei do Governo Estado, aprovada pelos deputados daquela casa de leis, não são a solução para o aprimoramento da Saúde Pública no Estado.

Segundo o representante, “nós não entendemos que modelo de eficiência é esse que entrega a saúde para a iniciativa privada”, afirmou Bueno.

Após a intervenção no plenário da Assembleia Legislativa, a Deputada Mara Caseiro (PT do B), declarou aos manifestantes, que vai convocar uma comissão para discutir com a sociedade civil organizada questões referentes às OSS e a Lei do Rateio.

Fonte: SINTSS-MS/escrito por: Sérgio Souza Júnior