CUT repudia ataque da PM aos servidores do MS

Governador tucano mandou tropa de choque durante votação que reformou Previdência estadual

A CUT repudiou na tarde desta quarta-feira, 29, a truculência usada pela Polícia Militar durante votação do projeto de reforma da Previdência Estadual do Mato Grosso do Sul. Os momentos de terror ocorreram na tarde da última terça-feira, 28, quando militantes da CUT e dos movimentos sociais que ocupavam a Assembleia Legislativa foram duramente atacados pela tropa de choque do governo tucano de Reinaldo Azambuja, que, sem diálogo, trata a luta dos servidores como caso de polícia.

Bombas de gás, spray de pimenta, cacetetes e cães foram utilizados para dispersar e até mesmo machucar os trabalhadores, como ocorreu com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, que sofreu um golpe na perna, e outros membros da direção, que tiveram de ser levados ao hospital para fazer pontos na cabeça devido aos golpes de cacetete.

Para a vice-presidenta da Fetems e diretora executiva Nacional da CUT, Sueli Veiga Melo, a violência e o desrespeito aos trabalhadores, aos servidores e à população são práticas dos governos do PSDB que têm de ser eliminadas da política nacional.

“Em 2018 iremos acabar com os tucanos aqui no estado”, reagiu a dirigente, lembrando que “em 33 anos como professora e 15 como dirigente sindical já tinha enfrentado a PM jogando gás de pimenta, mas mandar a tropa de choque para agredir da forma violenta como fizeram ontem, nunca tinha visto”.

Confira a íntegra da moção de repúdio da CUT-MS:

Moção de Repudio à violência e de Apoio às Entidades e aos Servidores (as) Públicos Estaduais

A CUT – Central Única dos Trabalhadores (as), entidade histórica na luta em defesa da DEMOCRACIA E DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES (AS) vem a público manifestar seu veemente REPÚDIO AO GOVERNO do Estado de Mato Grosso do Sul, pelo uso da força policial contra os servidores (as) na luta contra a Reforma da Previdência Estadual, no dia 28 de novembro passado e, REPÚDIO AOS DEPUTADOS que aprovaram a Reforma reduzindo direitos dos servidores (as) públicos estaduais.

A CUT/MS, esteve presente junto com os servidores (as), desde o dia 27 de novembro, na ocupação da Assembleia Legislativa (AL/MS) e no dia 28, no Ato em Frente à mesma. O que vimos AL/MS, foi uma praça de guerra, com viaturas, cavalaria, cachorros, agressões, bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e muita violência contra os trabalhadores (as) que estavam lutando em defesa da Previdência Estadual e pelo direito à sua aposentadoria. Vários trabalhadores (as) foram feridos (as), levaram balas de borracha, socos, chutes, cacetadas e um deles chegou a ser preso.

Os atos de extrema violência praticados pelo esquema de segurança do Governo do Estado são indignos de quem luta, trabalha e vive nesse Estado. O que aconteceu na Assembleia Legislativa do MS só temos relatos nos idos tempos da Ditadura Militar.

Não vamos deixar passar e não vamos esquecer! À truculência, à violência e aos que votaram favorável à Reforma nossa resposta será nas urnas em 2018. Aos servidores (as), às entidades sindicais e aos que foram fortes, firmes e corajosos no enfrentamento à violência e contra o projeto, nossos parabéns!

Manifestamos ainda, contra a Reforma da Previdência apresentada por Michel Temer, alterando as regras para aposentadoria em um pacote mais enxuto, cujos principais pontos são a exigência de idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), 15 anos de contribuição (setor privado) e 25 anos (setor público) e limitação de até dois salários mínimos para acúmulo de pensões e propõe acabar com os direitos especiais das pessoas idosas, das mulheres, dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e dos professores e professores.

Convocamos a população para Greve Geral Nacional contra a Reforma da Previdência no dia 5 de dezembro!

Contra o Golpe sob o qual vive o Brasil!
Em Defesa da Democracia!
Nenhum Direito a Menos!

Central Única dos Trabalhadores (as) de Mato Grosso do Sul