Em Campo Grande, aproximadamente 15 mil pessoas participam do ato nacional em defesa dos direitos da classe trabalhadora

MIX ATO JUNHO 2016Na manhã desta sexta-feira (10) em Campo Grande, aproximadamente 15 mil pessoas, segundo a organização, protestaram em defesa da democracia brasileira e contra o governo golpista de Michel Temer e seu projeto neoliberal.

No Mato Grosso do Sul, os professores da rede pública realizaram um dia de paralisação nas Redes Estadual e Municipais de Ensino, neste Dia Nacional de Lutas em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da democracia.

A manifestação foi convocada para fazer o enfrentamento ao projeto neoliberal capitaneado pelo governo ilegítimo de Michel Temer, que vem realizando e prometendo duros ataques aos direitos da classe trabalhadora, tais como a paralisação do Minha Casa Minha Vida, o aumento da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos, para homens e mulheres, o fim da política de recuperação do salário mínimo acima da inflação, o ataque ao Plano Nacional de Educação com cortes em seu financiamento, o fim do SUS através da retirada de recursos via Dru (Desvinculação das Receitas da União) e incentivo, através de privilégios aos planos privados de saúde, entre outros.

A Frente Brasil Popular (MS), da qual faz parte a CUT Mato Grosso do Sul, esteve presente no ato, que também reuniu trabalhadores da saúde e diversas categorias.

Segundo Roberto Botareli, Presidente da FETEMS e um dos organizadores da manifestação declarou à nossa reportagem, “estávamos esperando umas 10 mil pessoas hoje, mas o ato superou a nossa expectativa, os trabalhadores atenderam o nosso chamado e foi feita uma estimativa de 15 mil pessoas presentes aqui. Contamos com a participação da Frente Brasil Popular, da FETEMS, da Cut e pudemos falar à sociedade de Campo Grande, para eles entenderem o risco que estão correndo, através de perdas de direitos celetistas, da previdência, do piso da educação entre outros direitos conquistados”, pontuou.

Ainda sobre o tema Educação, os professores que se mobilizaram de diversas cidades do estado, articulados pela FETEMS e pelos Simted´s, pautaram nas ruas a defesa da democracia; contra o fim do piso salarial e da hora-atividade; contra a reforma da previdência e o fim da aposentadoria especial dos professores; contra a privatização das escolas públicas; contra a retirada da obrigatoriedade dos recursos da Educação Pública (18% da União e 25% dos Estados e Municípios) da Constituição Federal; contra a alteração do regime de partilha na exploração do Pré-sal que destinaria recursos para a educação e Saúde; e contra a Lei da Mordaça (cujo veto foi mantido ontem).

O Presidente da CUT-MS, Genilson Duarte em sua fala durante o protesto afirmou, “este governo do Temer não está respeitando aquelas leis que são fruto das conquistas dos trabalhadores, um exemplo é o projeto da terceirização, ela vai significar a redução dos salários, redução de empregos é a perda de direitos para os trabalhadores. Esse governo ilegítimo em menos de trinta dias encaminhou projeto para acabar com o piso da educação duramente conquistado. Em todo o Brasil estão acontecendo atos em defesa dos direitos conquistados nos últimos anos, através de muita luta, por isso estamos na rua para denunciar esta situação”.

A manifestação percorreu as ruas do centro da cidade tendo como ponto de concentração a Praça do Rádio e contou com a presença de mais de 57 municípios do estado de Mato Grosso do Sul representados.

Fonte: CUT-MS / Escrito por: Sérgio Souza Júnior com informações da Fetems