Fenapsi na luta contra a Nova Política de Saúde Mental do presidente golpista

A Fenapsi está na luta contra a Nova Política Nacional de Saúde Mental. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) são parceiros neste enfrentamento. Um importante capítulo da ação das entidades aconteceu na quinta-feira, 9 de agosto.

Nesse dia, a vice-presidenta da Federação, Fernanda Magano, e representantes do CFP e da Abrasme se reuniram com integrantes do Partido dos Trabalhadores que compõem a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Nova Política Nacional de Saúde Mental e da Assistência Hospitalar Psiquiátrica, criada no início deste mês, que tem como objetivo atuar em favor do governo golpista no que tange à Saúde Mental. A frente foi criada com o objetivo de mostrar apoio dos parlamentares a essa reforma postulada pelo governo por meio do coordenador de Saúde Mental Quirino Cordeiro.

“Essa política não tem nada de nova. É um retrocesso, pois ela defende dinheiro para comunidades terapêuticas, defende a instituição dos hospitais psiquiátricos, que significa a volta dos manicômios, algo que a reforma psiquiátrica e a militância antimanicomial é totalmente contra”, expôs a vice-presidenta da Fenapsi.

Segundo ela, a Federação, o CFP e a Abrasme estiveram com o deputado federal Paulo Pimenta, líder da bancada do PT na Câmara, e ele se prontificou a fazer um documento, indicando para que os deputados e senadores petistas retirem assinatura da frente.

“A Frente defende hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas de forma subjacente. E não podemos aceitar esse retrocesso”, frisa a psicóloga.

Para Fernanda, os trabalhos da Frente vão na contramão dos princípios da luta antimanicomial. “E ainda contraria a Frente criada pela Erika Kokay (deputada federal do PT) há cerca de dois anos. Essa Frente seria específica da luta antimanicomial. Por isso, fizemos o contato de hoje (9 de agosto) com o Paulo Pimenta, visando orientar a bancada petista que esta Frente mista é uma estratégia do Quirino para dizer que ele tem amplo apoio mas que não é verdade. Vamos nos articular com outros partidos, como o PCdoB, para mostrarmos que essa Nova Política não tem nada de nova”, explica a vice-presidenta.