Milhares de trabalhadores do Mato Grosso do Sul cruzaram os braços no dia 11 de novembro

Movimento fez parte do Dia Nacional de Greve e Paralisação

Em todo o país foram registradas diversas manifestações contra as ações do governo ilegítimo de Michel Temer, que vem simultaneamente aplicando diversos golpes nos direitos da classe trabalhadora brasileira.

No Mato Grosso do Sul não foi diferente, panfletagens, protestos, paralisações, greves e passeatas aconteceram em mais de 20 municípios do estado.

Genilson Duarte Presidente da CUT-MS afirmou “hoje o Mato Grosso do Sul deu uma demonstração de que não aceita retrocesso, não aceita retirada de direitos e diz não a PEC 241 hoje 55 que está tramitando no senado federal. A CUT, sindicatos filiados os movimentos sociais estiveram presentes num ato com mais de 5 mil pessoas aqui em Campo Grande. Tivemos nesta data, mais de 35 mil trabalhadores paralisados no estado, isso demonstra que os trabalhadores não aceitam retrocessos e seus direitos e vamos dizer para todo Brasil Fora Temer, Mato Grosso do Sul não aceita a PEC 55”, concluiu o dirigente.

Nesta ocasião, a CUT, seus sindicatos e federações filiados de todos os ramos, juntamente com a Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo e os movimentos sociais, optaram por regionalizar suas atividades.

Foram realizadas atividades regionais nas seguintes cidades: Ponta Porã, Dourados, Campo Grande, Aquidauana, Fátima do Sul, Mundo Novo, Três Lagoas, Paranaíba, Coxim, Nova Andradina, Jardim, Corumbá, Amambai e Sete Quedas.

Cada município recebeu representantes das cidades da região, mobilizando mais de 40 cidades sul-mato-grossenses neste dia nacional de greve e paralisação.

Os eixos principais desta mobilização foram:

– Contra a PEC 241 (atualmente PEC 55 Senado);

– Contra a Reforma da Previdência;

– Em defesa do Emprego: não à Reforma Trabalhista que retirada de direitos!;

– Em defesa do Pré-Sal;

– Contra as terceirizações;

– Contra a Reforma do Ensino Médio;

– Contra a Prevalência do Negociado sobre o Legislado;

Além destas pautas gerais, tiveram destaque as manifestações dos servidores municipais de Batayporã e Rio Negro que estão em greve por conta de salários atrasados.

Campo Grande realizou um dia de manifestação, com ato realizado na Praça do Rádio que contou com a presença de milhares de pessoas. A UEMS continua ocupada contra a PEC 55 e a sede da FUNAI em Campo Grande foi ocupada por indígenas, após nomeação de um Coronel militar para assumir a função regional do órgão no Mato Grosso do Sul. Foi realizado um debate acerca da PEC 55 e a Reforma do Ensino Médio na UFMS organizado pela ADUFMS, seção sindical docente desta universidade.

Em Corumbá mais de três mil pessoas saíram em protesto nas ruas da cidade.

Em Dourados, foram fechadas as agências bancárias e aconteceu uma passeata pelas ruas do centro da cidade.  A UFGD permanece ocupada.

Em Três Lagoas houve manifestação que uniu sindicatos CUTistas como SIMTED e Sintricon e Sintiespav.

Fonte: CUT-MS / Escrito por: Sérgio Souza Júnior