Nota de apoio à continuidade das investigações sobre a morte de Marcus Vinicius

Entidade defende que esforços continuem para a devida identificação das responsabilidades de mandantes e executores do crime

A Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi) reconhece a enorme importância do psicólogo Marcus Vinícius de Oliveira para o desenvolvimento da Psicologia no Brasil e já havia expressado isso em nota divulgada no dia 5 de fevereiro por conta do seu falecimento.

“Não foram apenas a Psicologia, a luta antimanicomial e os movimentos de direitos humanos que perderam. Foi a nação brasileira que perdeu, pois Marcus Vinicius dedicou a vida à busca por um país mais justo, livre e sem explorações de nenhuma ordem. Queremos dizer que não foi em vão. Que as circunstâncias em que se deu a sua morte sejam rigorosamente apuradas”, dissemos na ocasião.

Reconhecemos os esforços empreendidos na investigação que está sendo levada a cabo pela Secretaria de Segurança da Bahia, acerca de seu assassinato, e reafirmamos a importância de que as investigações em curso sejam mantidas, até que sejam conhecidos tanto os executores do crime, quanto seus mandantes.

Somente com a devida identificação das responsabilidades de mandantes e executores é que vamos, como atores da sociedade civil e organismos governamentais, poder nos certificar de que os esforços visando a validação de sujeitos na sociedade brasileira (tantas vezes propugnados por Marcus) tenham de fato vitalidade, até mesmo no momento de sua eliminação física.

Marcus Vinícius era professor adjunto aposentado do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e um dos principais nomes da luta pelos direitos humanos e antimanicomial e pela Reforma Psiquiátrica e da Saúde Mental no Brasil.

As trajetórias dessas lutas se misturam à história de Marcus Vinicius que foi um incansável batalhador e coordenou muitas iniciativas voltadas à validação e respeito pelos diferentes sujeitos nos processos sociais. Ele foi e sempre será uma referência para todos nós, defensores de uma sociedade sem nenhum tipo de manicômio. Perdemos um profissional que nos inspira, uma referência que desperta o desejo pela luta.

Direção da Fenapsi