“Todo poder às mulheres” protesto é realizado no 8 de março, em Campo Grande

DSC_8137 - CopiaNo final da tarde de terça-feira (8), as mulheres que participam do Coletivo Dorcelina Folador, que é composto por diversas entidades, sindicatos e movimentos sociais, realizaram uma manifestação no centro da cidade de Campo Grande –MS.

As manifestantes demonstraram seu repúdio à violência contra as mulheres, além de criticar a Reforma da Previdência, que vem retirar direitos dos trabalhadores e busca também igualar a faixa de idade para aposentadoria dos dois gêneros.

O protesto tinha como tema principal o slogan, “todo o poder às mulheres”, assim elas disseram não à reforma da previdência, defenderam a ratificação das convenções 156 e 189 da OIT, a educação não discriminatória que respeite as diversidades, o desenvolvimento econômico sustentável, a luta das mulheres rurais, das águas e das florestas, a demarcação de terras indígenas e a reforma agrária.

Segundo Adney Moura Matos (foto), Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-MS, “o ato foi excelente, tudo o que idealizamos coletivamente foi realizado, nós fomos bem recebidas pela população, quando falávamos no microfone, tinha pessoas que batiam palmas de homens e mulheres”.

Para Dilma Gomes, Secretária Geral da CUT-MS, “a luta fundamental deste 8 de março é contra a precarização do trabalho das mulheres, a reforma da previdência, pela regulamentação das convenções 158 e 181 da OIT e a defesa da democracia brasileira”, destaca.

Durante sua fala no ato, Dilma também fez duras críticas sobre as dificuldades vividas pelas mulheres no mercado de trabalho e na vida familiar, segundo ela, “a sociedade precisa se conscientizar, as mulheres tem dupla jornada, tripla jornada de trabalho e tem o direito de viver sem violência, uma educação aos nossos filhos que respeite as diferenças e que não sejam discriminatórias”, destaca.

As mulheres do Coletivo Dorcelina Folador, da qual a CUT-MS e seus sindicatos fazem parte, denunciaram que o estado do Mato Grosso do Sul é o 5º no ranking de estados que mais matam mulheres, percentualmente, além de ser o 2º no país em número de estupros por grupo de 100 mil mulheres, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Adney relatou que o Coletivo Dorcelina Folador realizou um protesto pela manhã de terça-feira (8), durante Sessão Solene, alusiva ao dia internacional das mulheres, realizado na Assembleia Legislativa do Estado.

Segundo a advogada Fabiana Pereira Machado, da Marcha Mundial de Mulheres, o protesto foi realizado porque o Projeto de Lei de autoria do Deputado Estadual Pedro Kemp (PT), que estabelecia uma campanha contra o abuso sexual nos ônibus, foi vetado.

“Havia duas deputadas na votação, se apenas uma delas tivesse votado a favor do projeto, ele passava” relata Fabiana. Naquela sessão, estavam presentes as Deputadas Estaduais, Graziela Machado (PR) e Mara Caseiro (PMB).

O Projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da AL-MS, depois foi aprovado pelo plenário da casa e encaminhado ao Governo do estado que o vetou. Na sequência o projeto retornou à CCJ que novamente o aprovou, sendo encaminhado ao plenário da Assembleia Legislativa que o vetou, mesmo tendo as duas deputadas estaduais citadas acima, presentes na sessão, mas que não votaram na última e derradeira fase, que junto com o voto de outros parlamentares contrários, o importante projeto acabou sendo arquivado.

Saiba mais sobre o projeto de lei estadual, contra o abuso sexual de mulheres no link a seguir: http://migre.me/tbxqw   Abaixo, Dilma Gomes, Secretária Geral da CUT-MS.

Fonte: CUT-MS / Escrito por: Sérgio Souza Júnior